26 maio, 2020

O Irlandês (The man who painted houses) - Resenha do livro de Março



Saindo um pouco do tema de revisões e rotinas, vim fazer uma resenha do livro que li em Março, Que foi O Irlandês (The man who painted houses, em inglês), do autor Charles Brandt. Sim, esse foi o livro que inspirou o último filme do Martin Scorsese, que injustamente não ganhou nenhum Oscar.

Em 2020 eu me propus a dois desafios pessoais: ler pelo menos um livro por mês, e ver um filme por semana. Até o momento está indo bem.

Histórias de teorias da conspiração, crimes, máfia e coisas assim sempre me interessaram, e a história dos EUA está cheia dessas coisas. Especialmente quando se trata ali de entre os anos 40 e 60. Em particular, os personagens dos Kennedy e de Marilyn Monroe me fascinam, e ao redor deles giram tantas outras histórias que a parada toda é quase uma mitologia completa.

Uma dessas histórias que rodeiam esses personagens é a do líder sindicalista Jimmy Hoffa, que desapareceu em 1975, nunca foi encontrado, e quem deu o sumiço dele nunca apareceu também. No final de sua vida, o mafioso Frank Sheeran assumiu o assassinato de Jimmy, e é essa história que o livro conta.

Não é necessariamente uma história da qual se dê spoilers, porque é um fato, e como tal, todo mundo meio que sabe o que aconteceu. Mas se você não gosta de saber detalhes antes de contemplar a obra, eu sugiro que pare por aqui.

Frank Sheeran (cujo apelido era Irlandês, pela origem de sua família), que era um veterano de guerra, se envolveu com um grande figurão da máfia, Russel Buffalino, e virou meio que o capanga da galera. "O homem que pintava casas" era uma metáfora pra assassino de aluguel (imagina aí), e por sua competência e lealdade, escalou na carreira e virou o braço direito da turma do Buffalino.

Nesse meio do caminho ele foi apresentado ao Jimmy Hoffa, que era tipo o Lula da galera o líder do sindicato dos caminhoneiros e um populista de mão cheia. As referências dizem que nos anos 60, Jimmy era o segundo homem mais popular dos EUA, atrás apenas do JFK.

A propósito, Hoffa detestava os Kennedy, pela perseguição que Bobby perpetrou enquanto procurador-geral dos EUA. A acusação era a de que Hoffa era envolvido com a máfia em esquemas de lavagem de dinheiro, que teria financiado a construção de uma série de cassinos nos EUA e em Cuba. Eles se odiavam (aliás, quem se dava bem com Bobby?).

Sheeran e Hoffa se tornaram muy amigos, e a confiança do sindicalista no Irlandês chegava a ser cega, pelo que as histórias dão a entender. Acontece que Hoffa certo dia foi parar na cadeia, e ao sair, a obsessão dele por retornar à liderança do sindicato começou a atrapalhar os negócios da máfia. E pra máfia, quem incomodava tinha que aprender a ficar na sua, por bem ou por mal.

Veio então a ordem pra exterminar Jimmy, e a tarefa precisava ser executada por alguém de sua extrema confiança: o escolhido foi o Irlandês. Ficou relutante e triste pela tarefa, segundo o livro, mas sua lealdade a Russel e seus compadres da máfia era maior que a amizade com Hoffa. Este teria sido morto numa emboscada, e seu corpo teria sido incinerado.

O livro é bem escrito e a leitura é bem fácil e envolvente - a história alterna aspas de Sheeran e explicações do autor. A narrativa, pra quem curte essa temática, faz a gente viajar pelos tempos em que a máfia reinava nos EUA (será que ela deixou de reinar?). A história toca em muitos pontos de outras histórias, como a morte de JFK, e um suposto envolvimento dos Kennedy na morte de Marilyn Monroe. Vale dizer que o filme é super fiel ao livro, dados os detalhes que precisam ficar de fora, pra caber na adaptação - e olha que o filme já ficou com mais de 3h!

Real oficial, há quem conteste a autoria de Sheeran pelo crime. Algumas evidências não batem, e no final das contas, fora a confissão do Irlandês, não há provas suficientes que o incriminem. Assim mesmo, o autor acredita veementemente que Frank foi o responsável.

Afinal, se você se liga em história e teorias conspiratórias ou se pelo menos gosta de uma historinha bem contada, eu recomendo muito a leitura. Tem versão impressa e pro Kindle aqui, e se você comprar por esse link, eu recebo uma pequena comissão, o que é muito útil pra mim, e eu agradeço enormemente, se você puder fazê-lo!

Até a próxima resenha de livro!

11 abril, 2020

Revisão do mês (Março/2020)


Ao começar essa revisão de Março, eu dei um longo suspiro. Depois de: dois meses de férias das crianças, um freela alocada 8h por dia, emendada em outros dois freelas, eu pensei que finalmente teria um pouco de tempo pra me dedicar APENAS aos meus projetos. Aí veio o Covid-19 (kkkk, rindo pra não chorar).

Comentei na revisão de Fevereiro que tínhamos decidido dispensar a nossa faxineira, mas como ainda estava com freelas no início do mês, continuei dependendo de ajuda com a casa. As crianças começaram já no dia 2 no integral do jardim, então quanto a isso fiquei tranquila.

Logo na primeira semana do mês eu fui chamada pra "apagar um incêndio" para um cliente. Foram apenas 3 dias de trabalho, mas meu Deus, como exigiu! Fiz realmente papel de "bombeira", hehe. No último dia de serviço inclusive, trabalhei até 3h da manhã. Mas passou, fiz uma ótima entrega e recebi. Na sequência, depois de um vai não vai com pagamento, comecei o outro freela.

Nesse job eu fiquei até o dia 16, quando entreguei a última versão do documento. Mas segura aí que vamos voltar a esse trabalho, porque rendeu. No meio tempo eu dei uma perdida geral no restante da vida. Comecei o mês com uma baita de uma gripe e fiquei bastante cansada nos dias seguintes. Também acabei ficando desestimulada por um lançamento que fiz entre Fevereiro e Março na minha loja, e que não deu muito certo de primeira.

A primeira metade do mês foi muito tranquila e bacana. Já tinha caso confirmado de coronavirus no Brasil, mas ainda não se falava de casos em Brasília, então até então tava todo mundo muito de boa. Eu aproveitei os pagamentos de 3 freelas na carreira pra adiantar em um mês os pagamentos das minhas contas, e aproveitei uma folguinha pra me presentear e à família com pequenos mimos. 

Almocei sozinha (coisa que eu adoro!) num restaurante japonês que eu curto, saímos todos juntos pra jantar, levei as crianças pra uma tarde divertida, com brinquedoteca, livraria e guloseimas... Na semana seguinte, fui para Uberlândia ver o show dos Backstreet Boys e fiquei MUITO orgulhosa de mim mesma. Quando eu comprei o ingresso, ano passado, eu não fazia ideia do que estaria fazendo agora e muito menos se teria dinheiro pra viajar. Mas ali estava eu, num hotel muito massa (o mesmo em que eles estavam! mas só vi staff), pagando sozinha pelas minhas despesas. Parece bobagem mas foi um momento muito simbólico pra mim.

O show foi uma realização à parte: esperei desde a adolescência por esse momento! Curti, gritei, cantei. Mais uma experiência inesquecível pro meu caderninho de lembranças. Nessa semana o assunto corona começou a ficar um pouco mais sério, e eu até viajei meio receosa, pensei em ir de máscara pro show, mas desencanei.

Só que o mundo virou de ponta-cabeça do dia que eu fui pro dia que eu voltei de Uberlândia. Povo surtou, já tinha caso em Brasília (a primeira paciente continua em estado grave!) e no dia que voltei, o governador declarou suspensão das aulas na rede pública até a semana seguinte. Como eu tinha enchido a lata em Uberlândia, voltei no busão numa ressaca danada (e pra piorar quase não bebi água no dia seguinte) e fiquei bem neurótica no dia seguinte.

As coisas só pioraram no final de semana porque começou um debate ferrenho no grupo de pais da escola sobre se deveriam ou não suspender as aulas. No domingo (15) mesmo eu decidi não mandar mais as crianças. No dia seguinte o governo decretou oficialmente a quarentena, e desde então estamos em casa, saindo apenas pra suprir necessidades básicas.

Meu nível de stress com o Covid-19 foi insano nos primeiros dias. Tão insano que eu fiquei doente. Minha imunidade sempre cai muito na época da TPM, e bem nesses dias surgiram umas perebas no meu rosto e pescoço, tipo queimaduras (dessas feias, com bolhas). Por uns dois dias também sofri uma dor no ombro e braços, tipo uma tendinite excruciante. Só dormi depois de muito remédio pra dor.

Com medo de ir ao hospital, fui buscar no Google, e minha suspeita era de que fosse herpes zóster. Meu marido tem um amigo que já teve isso, e sentiu as mesmas coisas. Uma colega médica, que muito carinhosamente me atendeu pra tirar minha dúvida, também confirmou. Em resumo, o zóster é um tipo de herpes que aparece em quem já teve catapora, geralmente em decorrência de stress e baixa imunidade. O vírus "caminha" nos nervos, o que provoca a dor (se não for tratado pode causar dores crônicas pro resto da vida), e as perebas da catapora aparecem, mas concentradas em algumas partes do corpo. Meus gânglios também incharam e ficaram super doloridos. Não recomendo que procure fotos no Google, kkkk.

Mas comecei logo a tomar o remédio e depois de 4 dias as perebas começaram a secar e a dor passou. Ainda estou com casca nas feridas. Esse episódio me fez ficar ainda mais amedrontada com o corona, pois essa minha baixa de imunidade mensal tem sido recorrente, e pelo menos nos últimos 3 meses eu lembro de ter tido algum probleminha. Reforcei as vitaminas e quando entrar na TPM se eu puder, compro uma bolha pra ficar dentro.

Nessa janela de stress infernal eu também tomei um calote, daquele freela que comentei a que voltaria ali em cima. O job em questão era uma licitação, que foi suspensa assim que o governo decretou a quarentena. O contratante entendeu e decidiu sozinho, que o "justo" seria pagar 50% a todos os envolvidos, só que na prática, boa parte da equipe já tinha entregado pelo menos 80% do serviço. Eu pelo menos entreguei a minha parte inteira. Só não digo que finalizei porque ainda não estava revisado o documento.

Foi um serviço que eu fiquei relutante em pegar, desde o início minha intuição me disse que era problema. Eu coloquei como condição receber 50% adiantado, pra prevenir qualquer problema, mas custou pra eu receber essa primeira metade (que nem foi exatamente a metade). Chegou no ponto de eu ter que colocar uma data-limite pra receber, ou estaria fora do freela. Enfim, estou vendo como resolver isso, e estou considerando medidas judiciais, mas agora de qualquer maneira, tem que esperar o judiciário retomar as atividades.

Disso pra cá, a vida tem sido sem muita novidade, mas com muito stress e ansiedade pra lidar. O último destaque foi o aniversário de 3 anos da Luiza, no dia 20. Já estava com tudo organizado pra festinha: espaço reservado, muitas compras feitas e coisas pagas, mas tivemos de suspender, e pelo jeito é muito provável que quando acontecer, seja uma festa dupla, pra ela e pro João, que faz 5 no dia 22/05.

Comemoramos com um bolo, jantar e brincadeiras pra ela o dia todo. Ela amou. Eu já tinha pedido o presente dela pela internet com antecedência, então nesse quesito também não passou em branco. Senti muito orgulho de ser uma pessoa organizada nesse dia, pois se não fosse isso ela ficaria sem presente nenhum. Poucos dias depois também chegou pelo Correio um presente da dinda dela. <3

E assim se encerrou Março. Até a próxima revisão!

06 abril, 2020

Revisão do mês (Fevereiro/2020)


Depois de uma revisão estratégica da minha vida e dos meus projetos, resolvi migrar os conteúdos do meu blog aqui pra esse novo domínio. Isso faz parte de uma nova visão que eu tenho do meu potencial de produzir conteúdo pra que isso faça parte do meu trabalho. Espero que esse propósito possa ir ficando mais claro com o tempo.

Estou aproveitando também agora pra colocar os meus textos em ordem. Não vou mentir e nem falsificar a data dessa publicação, melhor assumir mesmo que só agora em Abril estou publicando a revisão de Fevereiro. Talvez essa demora prejudique um pouco a minha lembrança, mas estou recorrendo aqui aos registros pra tentar fazer uma revisão honesta.

Bom, Fevereiro foi um mês de muito trabalho. Estive envolvida em um freela que só acabou na semana do Carnaval, e que era alocado. Então eu passava os dias inteiros no trabalho. Apesar de ter sido uma rotina muito tranquila (nem parecia agência de publicidade, kkk), o fato de eu sair de casa, ter o deslocamento de ida, volta me deixava cansada. Não tive lá muito ânimo pra fazer outras coisas quando chegava em casa, geralmente era ficar um pouco com as crianças e dormir.

Por conta disso meus projetos paralelos andaram pouco, mas não ficaram completamente parados. Consegui produzir algum conteúdo e preparar a volta das assinaturas na minha loja, o que era algo realmente importante pra mim. Saí do freela no dia 21 com outro já combinado na sequência. Tive alguns probleminhas de negociação do novo job, mas que se resolveram na semana do Carnaval.

E por falar nisso, teve Carnaval que foi praticamente inteiro em casa. Teve festinha pras crianças no condomínio onde eu moro, e num outro dia fomos a um bailinho infantil que estava tendo num shopping, e as crianças se divertiram um bocado. Nesses dias já se tinham alguns casos suspeitos de Covid-19 no Brasil, mas isolamento social ainda nem estava sendo discutido. Um ou dois dias depois de termos ido com as crianças nesse bailinho eu fiquei mega gripada, mas zero medo de corona. Se fosse hoje em dia talvez eu surtasse um bocado...

Fevereiro é o mês do meu aniversário! Fiz 37 anos no dia 16, e até escrevi um texto aqui no dia. Foi um dia agradável, fomos almoçar num restaurante mexicano que eu gosto aqui em Brasília, e eu ganhei dinheiro de presente (paguei as contas!). Já fui mais popular nas minhas comemorações e geralmente fico chateadinha de convidar e as pessoas não irem. Nesse ano eu não convidei ninguém a não ser minha amiga-vizinha e a família, e não ter essa expectativa foi a melhor coisa que eu fiz!

Em casa as coisas fluíram bem, apesar de eu ter participado bem pouco da rotina doméstica. As coisas ficaram por conta da faxineira e da Val, nossa mãezona adotiva que cuida das crianças com todo o carinho do mundo. Bem no finzinho do mês, marido e eu chegamos à conclusão de que temos muita dificuldade de nos adaptar com faxineiras, porque gosto de seguir um sistema e enfim, a casa é minha, né? E o fato é que ninguém cuida da nossa casa como a gente mesmo. 

Então resolvemos fazer um teste: as crianças passariam a ir pra escolinha integral, dispensaríamos a faxineira e nós mesmos cuidaríamos da casa. Enquanto eu estivesse fazendo freelas (consequentemente com menos tempo pra cuidar de tudo), chamaríamos uma pessoa de confiança para arrumações pontuais. Tomamos essa decisão no dia 28, dispensei a faxineira no dia 29 e no dia 01/03 as crianças já passaram a ir pro integral.

Acho que esses foram os pontos mais relevantes de Fevereiro. Agora vamos tentar não atrasar tanto pra conseguir fazer uma revisão mais rica! 😅

16 fevereiro, 2020

37 anos

Ontem foi meu aniversário, fiz 37 anos. É um bocado, né? Queria registrar aqui algumas impressões e sentimentos sobre esse novo ciclo que se inicia. A gente muda e muito ao longo da vida, e particularmente, sinto que por aqui as mudanças tem sido ainda mais frequentes (quando era mais nova eu achava que seria o contrário).

Fisicamente, sei que não estou na minha melhor forma. Estou com sobrepeso e não faço praticamente nada de exercício físico, a não ser subir uma escada aqui, correr atrás de um menino acolá. Esse é um ponto sensível pra mim, principalmente por causa da minha autoestima.

É muito desconfortável olhar no espelho e ver gordura, pele, barriga, ver que quase nenhuma das roupas que eu gostava de usar não serve mais. E também fico triste quando percebo que não tenho a energia que as crianças (e o resto da rotina) me exigem.

Pra quem sabe do que estou falando, não é só dizer: "estou de dieta", e começar a emagrecer milagrosamente. Muito da minha ansiedade eu desconto na comida, então é difícil vencer certos hábitos. Meu metabolismo também já não é lá mais essas coisas, então perder peso é um processo muito mais lento no meu caso.

Como estou sem plano de saúde, não consigo fazer acompanhamento de perto com profissionais, então me viro nos 30 mesmo, com livros e a internet. Nesse último mês tenho feito jejum e comido mais receitas low carb, o que já deu uma ajudinha com uns kilos. Descobri um perfil que tem umas receitas low carb muito gostosas e fáceis, então tem sido mais tranquilo eu me adaptar. Um próximo passo que estou planejando é trabalhar melhor nas "exceções", porque é nelas que eu exagero no doce e na cerveja, e é quando a ansiedade domina.

Sobre exercícios, tá faltando é tempo mesmo. Pra eu conseguir me exercitar na rotina atual (veja meus posts sobre rotina e trabalho mais recentes), eu precisaria acordar mais cedo ou deixar de fazer alguma outra atividade. Meu sono é prioridade, e pra eu mexer nas outras coisas eu vou prejudicar ainda mais coisas que já não estou conseguindo fazer satisfatoriamente, então o exercício fica pra depois.

Então assim, nesse aspecto físico, sei que a não ser que eu fique mega rica pra pagar suporte e tenha bastante tempo, o processo vai ser lento e envolve autoconhecimento, resiliência e aprender a ver as pequenas conquistas. Eu espero que aos 38 eu esteja mais satisfeita com essa área da minha vida!

Mentalmente, acho que estou numa boa fase, depois de um período de trevas no ano passado. Vejo a minha vida com mais clareza, consigo identificar o que me faz bem e o que me faz mal. Enfim, consigo me distanciar e perceber o que está acontecendo.

Às vezes a ansiedade vem, e em algumas situações ela domina e eu deslizo. Nessas horas eu racionalizo, mas tento ser gentil e não me punir demais, mas também tento internalizar que gerei ali uma consequência com a qual vou ter de lidar. Quando eu consigo superar, é uma vitória, e eu registro isso.

No final das contas, mentalmente, é marcar palitinhos todo dia, tipo o sujeito na cadeia. Separo os lados thumbs up e thumbs down e vou marcando os pauzinhos a cada situação. No geral, o joinha tem prevalecido e isso me coloca numa situação muito positiva.

Bom, é isso. Até agora eu acho que vivi uma vida muito bem vivida. Hoje eu diria que sou uma pessoa que se preserva mais. Tenho minhas opiniões, meus posicionamentos e vivo de acordo com eles, na medida do possível.

Me envolvo menos em tretas e debates desnecessários, primeiro porque as pessoas estão cada vez mais desrespeitosas com a sua opinião. E segundo porque eu não tenho que ficar dando a minha opinião sobre tudo, especialmente quando diz respeito à vida dos outros (isso fez a minha quantidade de posts em redes sociais diminuir bastante, hahahah).

Quando precisa eu me envolvo, debato e brigo se for necessário. E por "quando precisa" entenda-se "quando é pelo bem-estar dos meus filhos" em 90% das vezes.

Tenho sido uma pessoa bem mais quieta e fechada também. Sempre fui muito expansiva, cheia de amigos, rueira, mas desde que tive filhos isso mudou bastante, até porque moro afastada e minha rede de apoio quase sempre quer dizer "pagar babá", hahaha. O que eu faço às vezes é tentar encaixar compromissos no horário em que já estou pela rua.

Isso me leva a refletir um pouco sobre amizades. Minhas amigas mais próximas moram longe, então isso contribui pra eu ter me isolado um pouco mais. Por aqui tenho muito mais colegas do que amigos, geralmente pessoas que já trabalharam comigo, mas que com a falta de convivência acabam se afastando.

Sinto um pouco de falta de estar mais cercada de gente, e fico até um pouco ressentida (às vezes tenho a sensação de que insisto demais pra estar com as pessoas, mas elas não retribuem muito esse esforço). Mas eu sei que não posso obrigar ninguém a nada então hoje em dia eu sou mais desencanada, mas sempre faço questão de registrar quando acho que a pessoa está sendo relapsa.

Acredito sim que pra atrair abelhas a gente tem que cuidar do jardim, mas também acho que muita gente se esconde atrás de desculpa, sabe? Eu acho que tenho um bom julgamento sobre quem quer estar próximo e se esforça pra isso, quem quer estar mas tem suas limitações, quem prefere estar só no virtual (e é super bem-vindo, mas que seja honesto sobre não querer aproximação física), e quem só tem a língua grande mesmo.

Podem achar que sou grossa e que mereço não ter amigo nenhum, mas hoje em dia eu só prefiro ser prática mesmo. Pra terminar, acho que saí um monte do que queria falar, e não falei algumas coisas que agora eu desisto porque já escrevi demais. Feliz Aniversário pra mim!

10 fevereiro, 2020

Trabalho atualmente (Fevereiro/2020)

Janeiro foi um mês de férias forçadas, porque como meus filhos estavam de férias, eu fiquei a maior parte do tempo disponível pra eles. Nos últimos dias do mês eu topei um freta de publicidade, que vai me ocupar todo o mês de Fevereiro. Nessa realidade, quero registrar um pouco de como está o meu trabalho atualmente.

Pra começar, trabalho é uma área de foco MUITO importante pra mim em 2020. Eu optei por recomeçar e construir uma nova carreira do zero, que é a de terapeuta. Enquanto isso preciso equilibrar a bandeja com freelas e a minha loja.

Sendo assim, meu trabalho está completamente ligado a estudos. Pra recomeçar tem que estudar, né querida? Estou fazendo o possível pra, aos poucos, ir dando conta de tudo.

Na frente de trabalho do Clubinho do Papel, estou fazendo um curso pra aprender a mexer na minha máquina de corte nova (Silhouette), e na sequência vou precisar fazer algum curso de Illustrator/Photoshop (inclusive, aceito indicações de cursos legais e que não custem muito).

Esse conhecimento será importante pois quero lançar algumas linhas de produtos autorais, pra depender menos de importados, que elevam demais os meus preços. Fiz um diagnóstico também que mostra que os clientes desse segmento preferem linhas próprias a revenda, mas no meu caso será um mix.

Estou trabalhando em alguns lançamentos muito legais pro primeiro trimestre, então se você gosta de papelaria, siga @clubinhodopapel e guarda meu site aí na sua lista de preferidos <3 Também tem a newsletter, que você pode assinar entrando lá na loja.

Na frente “terapia”, não vai rolar de fazer Psicologia numa particular, então esse ano eu vou me inscrever no Enem pra tentar UnB. Vou estudar sem muita psicose, minha ideia é ir fazendo simulados e pegar uma dessas específicas baratas online, pras matérias que tenho maior dificuldade.

Enquanto isso, estou fazendo cursos paralelos. Comprei um curso online de Journal Terapia (sim, existe!) numa instituição inglesa, que vou começar a fazer mês que vem. Na sequência disso, começo minha formação em Psicanálise.

Ainda estou encontrando o caminho pro Journal Terapia, que é um projeto ligado a essa frente. Estou com dificuldade de encontrar um caminho de qual deve ser a identidade do projeto, e pra isso estou à procura de uma mentoria de conteúdo. Por enquanto ainda não encontrei nada que caiba no meu bolso. Enquanto isso, vou fazendo o que dá.

Lancei um financiamento coletivo e confesso que esperava que os mais próximos fossem contribuir, mas não rolou. Bola pra frente, vou continuar insistindo nisso. Recebi um feedback de isso era cara de pau, mas eu nem ligo, porque hoje é o jeito que eu tenho de correr atrás desse objetivo. E outra, não estou pedindo caridade. O crowdfunding tem recompensa, fora o conteúdo que produzo.

Por último, a frente freelas. Eu pensei muito se deveria aceitar ou não o trabalho que eu peguei, mas resolvi arriscar, primeiro pra ver se já estou em condições mentais pra isso, depois de tudo que passei. Depois, porque é um dinheiro muito necessário, porque tenho compromissos e o restante não está me fazendo cumprí-los. Está indo tudo bem! Apesar de alguns momentos de ansiedade, no geral estou mais confiante e tranquila, o ambiente não é tóxico, e os meus termos foram aceitos pelo contratante. Se todos os freelas fossem assim tava lindo!

Mas mesmo assim, me sinto desatualizada. Infelizmente não vou ter tempo nem dinheiro pra pagar um curso, pois são caríssimos, e os bons cursos estão em São Paulo, o que me exigiria tempo e disponibilidade de ficar por lá mais de uma semana (muitos duram um mês inteiro!).

Só que nem tudo está perdido! Sou uma profissional experiente, e com o conhecimento que tenho, já consigo entregar coisas boas. E eu ganhei a bolsa pra fazer a especialização em SEO, né? Então pelo menos num ponto estou evoluindo.

Por último, gostaria de pelo menos iniciar esse ano um curso técnico de massoterapia, mas sem pressão. Como é um curso presencial (Senac) de longa duração (2 anos), talvez seja melhor coordenar com a faculdade nova (vou passar, amém?) e a mudança de escola do João, que no ano que vem será obrigatória, pois ele entra no fundamental e aí dá pra organizar mais compromissos fora de casa.


Espero que estejam gostando desses meus registros, até a próxima!

O Irlandês (The man who painted houses) - Resenha do livro de Março

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